quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

TEXTO ESCRITO POR JULIANA MARIZ

Meu cunhado gosta de São Luiz do Paraitinga. Isso já basta para eu curtir também. Não que eu goste de tudo que ele gosta. No reino das pelotas, por exemplo, temos nossas diferenças. Mas são poucas. Eu gosto de São Luiz do Paraitinga. Por causa do meu cunhado. E também porque foi lá que batizei minha afilhada, experimentei o maior sanduíche de todos os tempos, pulei carnaval e vivi meu grande amor. Eu vou pular por São Luiz. Vamos?

Fonte: http://jmariz.blogspot.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MUDANÇA DE DATA!

Prezados,

Por razões alheias à nossa vontade, o evento beneficente "São Luiz sempre te quis, conte comigo", que trará o tradicional carnaval de São Luiz do Paraitinga para a Capital paulista, anteriormente designado para o próximo dia 20 de fevereiro, foi remarcado para o dia 03 de abril.

O adiamento se fez necessário para garantir que o evento seja um grande sucesso e, consequentemente, a receita revertida para a reconstrução da cidade seja maior.

Os ingressos já adquiridos valerão normalmente para a nova data. Quem preferir, poderá ainda receber o seu dinheiro de volta.

Lamentamos o adiamento mas insistimos que a medida se fez necessária para o sucesso absoluto do evento. E renovamos a importância da festa para a cidade histórica.

Contamos com a compreensão e participação de todos.

Os ingressos têm preço único de R$ 40 e estão sendo vendidos, na rede credenciada Ingresso Mais. Toda a renda arrecadada será revertida para a reconstrução da cidade, devastada pelas chuvas do final de 2009.

Pontos de venda
1. Parque São Jorge
2. Estádio do Pacaembu
3. Estacionamento VR Park, Av. Lins de Vasconcelos, 1.506 - Cambuci
4. Estacionamento VR Park, Rua da Consolaçao, 2.265 - Consolaçao
5. Auto Posto de Gasolina, Rua Conselheiro Furtado, 974 - Liberdade
6. Estacionamento VR Park, Rua França Pinto, 554 - Vila Mariana
7. Estacionamento VR Park, Rua Basílio da Gama, esquina com rua Gabus Mendes, República
8. Loja Poderoso Timão Rua São Bento
9. Loja Poderoso Timão Shopping Bonsucesso - Guarulhos
10. Loja Poderoso Timão Shopping Marechal Plaza - São Bernardo

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Ficou" com quem?

O consumo de Garapa e Boneco Flamejante contribuía de forma importante para a nossa diversão no carnaval.

Quando não para todos, pelo menos para alguns.

Esta memória é antiga. O fato deve ter ocorrido em 1989. 1990 no máximo.

Estávamos no Festival de Marchinhas. O Festival, como diz o nome, é a competição que dá oportunidade aos compositores da região mostrarem suas músicas. Ocorre nas semanas que antecedem o carnaval. As melhores são tocadas no carnaval e acabam se eternizando.

Depois do “esquenta” de Garapa no Canto Verde, fomos ao Centro de Lazer. Um barracão enorme, que ficava um pouco afastado do centro da cidade.

Logo na primeiríssima das marchinhas concorrentes, um dos primos desapareceu do nosso campo de visão. E assim ficou, desaparecido, durante quase toda a noite.

Com inveja, eu e outro primo não tínhamos dúvidas: “ele se deu bem”! E a dúvida nos corroía: “Com quem será que ele está “ficando”?

Contudo, enquanto ele "se dava bem", nós dois também não tínhamos do que reclamar: passamos a noite acompanhando o Festival.

Já depois de encerradas as apresentações, enquanto esperávamos o resultado dos jurados – acho até que o meu pai era um deles -, vi, enfim, o primo sumido.

Conversava com aquele meu outro primo, o "invejoso", como eu.

O "sumido", com a cara fechada, falava. O "invejoso", sorrindo, ouvia.

Aproximei-me, perguntando na lata:

- Quem era?
- Depois eu falo!

Como assim, “depois eu falo”?!? Por que??? Com pânico, imaginei que teria sido uma das minhas paqueras! Estava explicada a cara fechada. Era culpa.

Insisti.

- Quem, pô?!

A resposta veio do outro primo, que já tinha ouvido a história.

- Ele passou a noite inteira com a Celite!
- Quem?
- A Celite!
- Não conheço. Gata?
- É a marca do vaso do banheiro.

A inveja terminou a noite com o primo sumido. A Celite fora companheira leal, é verdade, mas foi muito melhor “ficar” com as Marchinhas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não custa nada lembrar, né?



Quando: no dia 03 de abril, sábado.

Onde: Sport Club Corinthians Paulista, na Rua São Jorge, 777, Tatuapé.

Hora: a partir das 17 horas.

Quem: desfilarão no palco montado em uma arena nas dependências do clube as bandas: Lokomotiva Kabereka; Tânia Moradei e Banda; Confrete; Estrambelhados, e Quar d’Mata. Os shows terão a duração aproximada de uma hora e meia cada.

Os ingressos têm preço único de R$ 40.

Toda a renda arrecadada será revertida para a reconstrução da cidade, devastada pelas chuvas do final de 2009.

Pontos de venda:

1. Parque São Jorge (inclusive durante o evento, até as 22 horas)
2. Estádio do Pacaembu
3. Estacionamento VR Park, Av. Lins de Vasconcelos, 1.506 - Cambuci
4. Estacionamento VR Park, Rua da Consolaçao, 2.265 - Consolaçao
5. Auto Posto de Gasolina, Rua Conselheiro Furtado, 974 - Liberdade
6. Estacionamento VR Park, Rua França Pinto, 554 - Vila Mariana
7. Estacionamento VR Park, Rua Basílio da Gama, esquina com rua Gabus Mendes, República
8. Loja Poderoso Timão Rua São Bento
9. Loja Poderoso Timão Shopping Bonsucesso - Guarulhos
10. Loja Poderoso Timão Shopping Marechal Plaza - São Bernardo

ÂNCORA DE BIRIBOL - Por Mauro Alvarenga

Invadindo a seara alheia, quero contar uma das minhas (poucas) histórias de carnaval.

Não sou um frequentador assíduo do carnaval luizense, até porque não gosto muito das festividades momescas.

Mas, fui algumas (muitas) vezes ao sitio Mira Ira, durante tais festividades.

Antigamente, quando a cidade ainda não era totalmente tomada pelos turistas, creiam, cheguei mesmo a vestir a “camisa oficial do sitio” e ir até a cidade para apreciar algum bloco ou ver o povo balançar o esqueleto ao som de marchinhas.

Pois bem, em um desses carnavais, rolava uma piscininha no sitio, regada a cerveja (para os outros) e coca-cola, para mim.

Calor brutal, sol escaldante.

E o “povo”, não querendo jogar o tradicional vôlei na quadra do sitio (afinal ninguém é de ferro...), optou por uma versão muito mambembe do refrescante “Biribol”, o vôlei na piscina: esticaram uma corda no meio da piscina, e tome vôlei!!!

Entre os jogadores, um senhor de idade, circunspecto que, na época ainda tinha alguma dignidade e merecia algum respeito.

Mas, péssimo jogador de vôlei, seja de quadra, seja de piscina, seja de videogame.

As bolas que caiam na sua posição eram sempre “água”, ou seja, ponto do adversário.

Lá pelas tantas, o primo carioca enorme, invocado com esse jogador medíocre, vira para a “torcida” e indaga, com todo aquele sotaque que Deus lhe deu:

“- Mas quem é o RESPONSÁVEL por este senhor????”

Dizem que a gargalhada geral ecoa ainda hoje pelos caminhos dos blocos luizenses...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Garapa, Boneco Flamejante e a novidade contemporânea

“Comecei numa sexta-feira. Quarta-feira de manhã já estava sóbrio de tanto beber” – John O´hara (*)

Creio não ser preciso esclarecer a razão pela qual o “pular” carnaval praticamente exige o consumo anterior de bebida alcoólica.

Os abstêmios não entenderiam. Os normais sabem que esta é uma verdade tão absoluta que dispensa explicações.

Nos primeiros dos meus 21 anos de carnaval em São Luiz, a bebida preferida por mim e pelos primos era a Garapa, uma criação do Nhô Frade, grande músico do “Paranga” e simpaticíssimo dono do bar Canto Verde – hoje, triste e inteiramente destruído pela inundação.

A Garapa era preparada com conhaque, soda e limão. A soda e o limão clareavam o conhaque e a mistura ficava com a cor de caldo de cana, donde o nome.

A bebida, pelo que me lembro, era gostosa.

O problema era que, depois de três dias, ninguém agüentava mais nem sequer sentir o cheiro de Garapa.

Em uma terça-feira de carnaval, creio que 1991 ou 1992, preparávamos-nos para seguir o Bloco da Pipoca. Como diz a letra da marchinha, o folião deve se comportar como uma pipoca, ou seja, “pu-pu-pu-lar”, e, depois, “rodar, e rodar, e rodar”.

Ou seja, é preciso saúde. E muita animação!

Na preparação, afastamos a Garapa. Nossos fígados tinham definitivamente cortado relações com a criação do Nhô.

Foi então que um primo versado em alquimia criou o Boneco Flamejante. Uma saborosa e, soubemos mais tarde, traiçoeira, mistura de vodka, campari e soda.

O nome vinha do apelido do primo alquimista, Boneco, somado a uma associação com um episódio dos Simpsons, em que Homer inventara uma bebida que batizara de Homer Flamejante. A associação fazia sentido: os dois drinques literalmente flamejavam, embora o nosso apenas internamente.

Durante os anos seguintes, assim, o Boneco Flamejante substituiu a Garapa como nosso animador obrigatório para o carnaval.

Com o implacável girar dos ponteiros do relógio, eu e os primos da minha geração fomos, gradualmente, abandonando as poções mirabolantes, até nos restringirmos exclusivamente à cerveja, como única forma de sobreviver à quarta-feira de cinzas.

Recentemente, porém, uma prima muito próxima descobriu uma nova combinação nas barriquinhas da cidade, que virou febre entre os primos da geração mais nova – embora esta prima desbravadora, especificamente, nem seja tão jovem assim: Açaí com Vodka.

Uma paulada! Disfarçada, porém, com o argumento de que açaí seria coisa de atleta. Sei, sei...

A bebida não foi batizada, para o que aceitamos sugestões de nomes.

E, se tudo der certo, conseguiremos montar uma barraca para vender Açaí com Vodka no dia 20.

Quanto à Garapa e ao Boneco Flamejante, lamento. A Agência Nacional de Saúde proibiu sua comercialização. Ufa!



(*) John O´hara, 1905-1970, foi um romancista e contista norte-americano. Entre outros prêmios, ganhou o National Book Award com o livro “Ten North Frederick”.
A citação feita acima sofreu uma leve e justificável alteração. A original é: “Comecei numa quinta-feira. Sábado de manhã já estava sóbrio de tanto beber”.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Boas histórias pra relembrar...

Passei o carnaval em São Luiz do Paraitinga desde 1988.

Excluindo-se apenas o ano de 1998, pois estava em lua de mel, foram, portanto, 21 carnavais.

Todos vividos intensamente, como se deve: sempre atrás dos blocos; no começo, sempre no salão onde hoje é o Banco do Brasil – ou era até esse ano -; depois, sempre em frente aos palcos montados na praça; e, mais recentemente, sempre em volta do coreto.

O sítio do meu pai vivia cheio de familiares e amigos. Meus irmãos, cunhados, colegas de faculdade e primos, muitos primos, de São Paulo, Taubaté e do Rio de Janeiro, foram igualmente fiéis ao que, para nós, sempre foi o “melhor carnaval do mundo”.

É fácil entender, pois, a razão pela qual as memórias não têm data exata, nem personagens rigorosamente definidos. Foram muitos anos e muitos personagens.

Bem, na verdade, com relação aos personagens, lembro-me exatamente, sim, quem fez o que. Mas o anonimato, aqui, mostra-se prudente.

A história da qual me lembro agora aconteceu no início dos anos 90.

Estávamos atrás de um bloco. Não me lembro qual.

Era noite.

Depois de percorrer as ruelas da cidade, os caminhões de som que carregavam as bandas e “puxavam” os blocos, costumavam parar na praça central. Os foliões, então, “pulavam” ao seu redor.

E assim se fez.

Naquele dia, curiosamente, havia um passageiro ao lado do motorista do caminhão. Absolutamente imóvel. Uma estátua abaixo da banda, que tocava a plenos pulmões, e cercada pela massa, que se esbaldava alucinada em volta do caminhão.

Um dos meus primos, bem animadinho, claro, - eu precisava dizer isso? - não se conteve diante daquela única pessoa estática no meio de uma cidade em ebulição e bateu na janela.

O passageiro, acordado de seu transe, indagou o que ele queria, erguendo o queixo. O primo, então, pediu para abrir o vidro, para falar com ele. O passageiro girou a maçaneta e ofereceu um educado “pois não ?”. Acho que até sorriu.

Com toda a nossa turma em volta, o alegre primo fez uma expressão de compenetração, esforçou para não enrolar a língua e, com muita solenidade, emendou:

- “Conta pra gente aí, campeão: qual é mesmo a sua função aí dentro?!?

Todos gargalharam, claro. Até o motorista gargalhou.

Só o passageiro, perplexo e com cara de “veja bem”, não emitiu qualquer som.

Pelo menos nós 20 posteriores segundos, já que nós voltamos para o meio da multidão. Voltamos para o “melhor carnaval do mundo”.

Para dar água na boca...

Acessem esse vídeo para conhecer um pouco das bandas e das marchinhas do carnaval de São Luiz!

http://www.youtube.com/watch?v=EcqZpaMEWyg

Como tudo começou...

Evidentemente, todos acompanharam a tragédia de São Luiz do Paraitinga.

Conto eu, agora, que passei boa parte da minha juventude naquela delícia de cidade. Meu pai foi promotor de justiça na cidade por volta de 1960, quando eu ainda nem tinha nascido. E, desde então, apaixonou-se pelo local. Tão logo se aposentou, por volta de 1980, quando eu tinha cerca de 10 anos, comprou um sítio para desfrutar do ócio. Quem se apaixonou, então, tão logo que apresentado, fui eu. Todas as minhas primeiras aventuras típicas dos adolescentes, incluindo porres e namoradas, tiveram lugar naquelas ruelas históricas. Fiz muitos amigos lá. Inclusive o pessoa do rafting, hoje heróis. Até hoje, visito a cidade com muita freqüência. Minha filha foi batizada lá. As festas natalinas da família sempre são no sítio. As festas de reveillon, freqüentemente. Nem imagino passar o carnaval em outro local. Vocês conseguem imaginar, pois, que a coisa doeu especialmente em mim. Até porque o próprio sítio do meu pai foi severamente atingido.

O carnaval da cidade é famoso em todo o estado. É um carnaval único, já que restrito à marchinhas compostas pelos locais. No Orkut sei que há uma comunidade, com muitas pessoas, exclusiva sobre o carnaval de São Luiz. É muito bom! Por outro lado, a prefeita já anunciou que, por conta da tragédia, este ano a festa não ocorrerá. Haverá muitos órfãos.

A idéia que me pareceu óbvia foi a de organizar um carnaval de São Luiz aqui, em São Paulo. Mais precisamente, no Corinthians. O espaço comporta aproximadamente 10 mil pessoas. Venderemos abadás e a receita será toda revertida. Virão 05 bandas de lá. E será no dia 20 de fevereiro, sábado depois do carnaval.

Olhem o convite e conheçam de todos os detalhes!

São Luiz sempre te quis, conte comigo!